02 março 2021

Os 30 anos de Street Fighter II

Nihao! Antes de mais nada, era para eu ter publicado este post antes. Mas, como vocês sabem, minha avó faleceu e logo após veio outros assuntos. Sem contar que segurei mais um pouco por conta de uma homenagem que participei, que vocês saberão mais abaixo.

Então, vamos agora, finalmente, ao post comemorando os 30 anos de Street Fighter II, o jogo que fez muitos se apaixonarem por esta série!

Eu estava pensando o que escrever, mas, até devido a semana tribulada que estou passando, achei melhor fazer algo semelhante ao que fiz com os 30 anos da franquia. Algo sentimental, de uma fã de longos anos. Até porque, bem, quando se tem um blog focado em curiosidades da série, seria um tanto mais do mesmo postar sobre curiosidades. Sem contar que alguns artigos que comecei, infelizmente não estão prontos, mas que cairiam como uma luva para algo comemorativo.

Sabe, eu lembro que a primeira vez que vi o jogo foi no antigo bar que minha mãe tinha, com algumas máquinas, onde alguém tinha acabado de perder a ficha para o Blanka, jogando de Ken.

A primeira imagem que vi na minha vida de Street Fighter II

Mesmo na época, já sendo comum as máquinas de SF II - Champion Edition (conhecidas também como SF 2 e meio onde morava), ainda mais aquelas de "rodoviária" (as piratas), a máquina que tinha lá era justamente a SF II - The World Warrior! É engraçado, que lembro que, das meninas que iam ao fliperama jogar, praticamente todas gostavam do Ken. E eu fui a diferentona que terminou gostando do Ryu. É meu amor por ele é bem antigo...

Mesmo tendo aprendido a jogar com Ryu e Ken, a princípio eu me dei bem jogando de Blanka! Mas, depois muito insistir, e com a ajuda de um rapaz que jogava muito de Dhalsim e de Chun-Li, aprendi a jogar com a minha chinesinha, que era a personagem que eu queria mesmo.

É bem curioso que, eu era péssima jogando SF II. Péssima MESMO. Sabe, tipo aqueles molequinhos que ficavam girando a manete do controle do arcade e apertando os botões aleatoriamente, com a diferença que eu tentava executar os comandos e não conseguia. Com isso, eu terminei "aprendendo a jogar" (no sentido de executar melhor os comandos e derrotar a CPU) primeiro... Mortal Kombat!

Apenas depois de muito esforço, consegui jogar de forma decente SF II, com direito a terminar o jogo sem perder nenhum round e com a pontuação bem alta!

Depois trocaram a velha Street Fighter II WW e colocaram uma das inúmeras versões de "rodoviária" da Champion Edition. E após um bom tempo, tiraram as máquinas e quando elas voltaram, já foi na época de Street Fighter Zero 2.

É um sentimento bem nostálgico saber que o jogo que ainda faz parte da minha vida está fazendo 30 anos. 

Meu cosplay da roupa alternativa de SF IV.

Sim, Street Fighter faz parte até demais. Conheci amigos no fliperama por conta de curtir jogos de luta, conheci meu marido por conta dessa minha paixão por SF num fórum sobre jogos de luta, fiz cosplay da minha personagem predileta (Chun-Li), meus filhos tiveram aniversário com o tema SF, minha casa, mesmo a coleção sendo modesta, tem itens do jogo. 

Ainda tem o fato de eu ter feito amizade com o pessoal do Streetfighter.com.br, com o Mestre Ryu (que é o grande responsável por eu ter conhecido o meu marido, valeu amigo =D) e outros fãs que colaboram para manter viva a paixão pela série. E claro, colaborei com o Essencial Street Fighter e tem esse blog que vai fazer 15 ANOS que é praticamente dedicado a série. Vocês tem noção do que é dedicar 15 anos da tua vida para falar de uma série de videogame? E tudo começou com Street Fighter II - The World Warrior!

É interessante eu parar e ver o quanto um jogo de videogame realmente faz parte da minha vida. E não apenas isso, mas como também o meu amor por personagens da franquia, como Ryu e Chun-Li, fez com que eu me aprofundasse mais nas pesquisas que faço, anos atrás.

E falando de Chun-Li, ontem foi o aniversário da minha grande musa dos jogos e participei de um vídeo muito especial feito pela cosplayer argentina Vichun, que é super apaixonada pela personagem, em homenagem a ela. Infelizmente, não deu para eu gravar um vídeo (esse mês que passou foi terrível), mas gravei um áudio e mandei fotos. No vídeo também participaram outras cosplayers famosas que são igualmente fãs da personagem! =D 

Caso não consiga visualizar o player, clique aqui.

Acho que dá para perceber o quanto Street Fighter II e seus personagens, são queridos por muita gente. Na internet a fora eu conheci fãs de diversos personagens, como a Shadanouk, que demonstra um carinho incrível pelo personagem Vega/Bison e fez até um site em tributo ao mesmo

Uma das peças que fazem parte da coleção pessoal da Shadanouk.

Bem, esse post sincero e apaixonado, vai ficando por aqui. E você tem alguma história envolvendo SF II - WW? Lembra a primeira vez que jogou? E qual o seu personagem favorito?

Caso queira, fique a vontade para comentar. Ah, e eu espero que tenham gostado do vídeo que participei, foi feito com muito carinho! =D Até a próxima!!!

27 fevereiro 2021

Alterações em imagens antigas de SF

Nihao! Como andam as coisas?

Conversando com um amigo, ele sem querer terminou me dando a ideia de fazer esse artigo, ao comentar em seu Facebook, sobre a alteração feita no cenário do Honda, na coletânea que a Capcom lançou.

E se eu disser que algumas imagens clássicas sofreram alterações? As imagens que irei mostrar estão disponíveis na opção Museu do Street Fighter 30th Anniversary Collection e foram publicadas em livros como Street Fighter II Complete FileStreet Fighter II Monthly Magazine GAMEST October Extra

Vamos começar com os artworks do nosso boxeador Bison/Balrog. Nas versões originais, a esquerda, podemos notar que em seu calção, há o seu nome original japonês escrito. Ao acessar a versão do Museu, vemos que ele foi apagado.

E isso também ocorre no artwork de corpo inteiro do personagem.

A versão sem esse corte ainda pode ser encontrada na galeria de imagens do Street Fighter V, na seção Amuletos da Sorte. Infelizmente, não tenho a de corpo inteiro, então utilizei uma das páginas da Gamest para fazer a montagem.

Mas o que realmente me chamou a atenção no Museu presente no Street Fighter 30th Anniversary Collection, não foi apenas a quantidade enorme de informações valiosas a respeito da franquia e sim, que outras imagens clássicas sofreram cortes curiosos, como veremos abaixo.

A começar com a famosa imagem de Chun-Li junto de Lucia, Maki e Rena.

Notaram na imagem original, a de cima, que existia um pôster do Bruce Lee?

Só que a de Chun-Li não foi a única. O polêmico sol presente no cenário de E.Honda também sofreu uma censura. 

Na imagem superior, a original, ele contém seus raios, enquanto que na de baixo, ele os perdeu ficando só com o seu disco solar.

Outra imagem que sofreu modificações foi a de Guile, onde a foto existente no fundo foi apagada, assim como o seu cigarro.

É curioso que tenha apagado o cigarro de Guile, até porque no Museu, há a ilustração de SF Zero de Nash com Guile ao fundo, onde é insinuado que Guile está fumando, pela fumaça.

Zangief também foi outro personagem que teve a sua arte modificada. 

Sua imagem pegando um meliante na cidade de Nova Iorque, teve o fundo apagado, assim como o "Mickey" existente em sua camiseta.

A última arte clássica que sofreu modificação, foi a do nosso ditador Vega/Bison.

Assim como ocorreu com Chun-Li, uma foto que estava na parede foi retirada. Só que diferente da nossa chinesinha, que tinha a foto de um ator famoso, o quadro que foi retirado era de ninguém menos que Adolf Hitler!

Bem, aqui é necessário entender um pouco sobre a construção do personagem Vega/Bison. 

Caso você tenha lido o meu primeiro artigo sobre a cronologia da série, deve lembrar que o personagem Washizaki da série Riki-Oh serviu de inspiração para o nosso querido ditador. 

Então, Washizaki é um fã declarado de Hitler! Inclusive a imagem do quadro é a mesma que aparece num trecho do mangá:

É um tanto curioso ver esses retoques. Eu sinceramente não encontrei uma explicação oficial para eles terem sido retocados, mas podemos deduzir os motivos. Algumas usam de fotos alteradas, o que poderia dar problemas com direitos de imagem, enquanto outras ainda possuíam algo sensível, como é o caso do quadro de Hitler.

E mesmo assim, em algumas imagens, podemos perceber o uso de fotos, como é o caso da imagem acima de Ryu e a filha do chefe de uma aldeia, que foi oferecida a ele em casamento, deixando o rapaz completamente paralisado.

Caso não tenho o, mas queira conferir o Museu, pode assistir o vídeo logo abaixo:


Se não conseguir visualizar o player, favor, clique aqui.

Então, vocês notaram mais alguma diferença entre as artes que constam no Museu? Se sim, fique a vontade para me mostrar!   

Vou ficando por aqui. Espero que tenham curtido essa pequena curiosidade! Até mais!!! 

22 fevereiro 2021

A polêmica com o cenário do Honda

Nihao! Como vocês estão? Sabe, depois do post cheio de feels, eu não esperava escrever sobre polêmica aqui. 

Antes de continuar, quero deixar bem claro que todo mundo é aberto a dar suas opiniões sobre isso, só peço que seja de FORMA EDUCADA. Se eu ver que a caixa de comentários virou uma baixaria, eu irei apagar sem dó. Por mais que o assunto seja até meio sensível, pois o buraco é bem mais embaixo do que aparenta, não vamos abaixar o nível, ok? E não é porque tu és contra um governo ou partido que irá ser preconceituoso contra o povo. E lembrando ainda que estou usando a palavra censura aqui no sentido mais comum ao que ela é usada. Então senta aí, que o texto é grande.

Como vocês devem saber, teve o lançamento do Capcom Arcade Stadium e, junto dele algumas censuras por parte da Capcom no icônico cenário do Honda, onde a figura do sol nascente foi retirada. 

Só que diferente do que ocorreu em Ultra Street Fighter II, onde o sol nascente com raios foi substituído por outro, na coletânea foi simplesmente apagado.

Primeiro vamos entender o contexto do problema envolvendo esse sol, que é ainda o símbolo da marinha japonesa.

Imagem do filme "Cartas de Iwo Jima"

Se alguém se lembra das aulas de história, sabe que o Japão participou da Segunda Guerra Mundial do lado do Eixo, que continha a Alemanha nazista de Hitler e a Itália fascista de Mussolini. Ainda antes disso, teve o expansionismo japonês naquela região, que com sua política imperialista dominou regiões da China, Coreia e outras áreas do Pacífico. Inclusive em 1933, durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, as forças armadas do Japão cometeram várias barbaridades contra civis chineses, incluindo uso de armas biológicas e estupro em massa de mulheres. Fora a escravidão do povo coreano, incluindo mulheres e meninas para fins sexuais (as mulheres de conforto) no final da Segunda Guerra, que ficou conhecido como a Guerra do Pacífico.

Li e Sakura, o casal composto por um chinês e uma japonesa que muitos adoram.

Apesar de atualmente você encontrar diversos depoimentos de pessoas da China e da Coreia nutrindo carinho e amizade para pessoas do Japão, e até diversos mangás e animes que retratam personagens de nacionalidades distintas se relacionando romanticamente, como Sakura e Li Syaoran de Sakura Card Captors, o grande problema, que muitos gostam de deixar claro, está nas atitudes do governo japonês contra os seus crimes de guerra, que causaram feridas profundas nesses lugares, que irão demorar a se cicatrizar, ainda mais quando a política japonesa tenta se esquivar disso.

Visita do Deus da Sorte a Enoshima por Yoshiiku Ochiai, 1869.

Esse é o contexto do problema com o sol presente no cenário de Honda. O símbolo desse sol para muita gente na Ásia equivale mostrar uma suástica nazista (e não, isso não é ad Hitlerum, é sério mesmo) para judeus e demais povos que foram perseguidos pela Alemanha nazista. Claro, eu não acredito que o sol foi posto ali com o intuito de ofender, até porque esse símbolo é bem antigo, sendo do período Edo (1603–1868) e faz parte da cultura japonesa há séculos. Porém, ele pode ser bem controverso por conta de seu passado recente, assim como a suástica (que é outro símbolo antigo que foi apropriado pelo nazismo).

Tanto é que o anime Kimetsu no Yaiba sofreu recentemente uma pequena censura na China, onde os brincos de Tanjirou sofreram uma pequena modificação, eliminando os raios de sol, deixando apenas o disco solar.

Então, devido a todo esse contexto, somado ainda a maneira porca de como a Capcom fez a remoção do símbolo, muita gente ficou revoltada, ainda mais devido a outros elementos que foram mudados ou que permaneceram no jogo sem nenhum motivo aparente. Ainda mais aqueles que são contra qualquer tipo de censura.

Esse sol ficou presente em absolutamente todas as versões de Street Fighter II que foram lançadas antes de Ultra Street Fighter II, incluindo a HD Remix, onde, curiosamente, tivemos a remoção da figura de Ganesha no cenário do Dhalsim.

É algo que entra naquela questão de, mesmo sendo compreensível, fica parecendo que estão querendo apagar algo que, gostando ou não, faz parte da história do jogo e que não possui um contexto ofensivo da maneira que foi inserido ali. E nesse ponto é fácil compreender tanto o lado que até achou correto, quanto aqueles que, por serem contra qualquer tipo de censura seja ela qual for, achou que tal atitude foi errada. Fora que abre um leque de discussões sobre outros elementos presentes, não apenas em Street Fighter, como a grande inspiração para o personagem Brocken, da série World Heroes da ADK.

Mas, como vocês bem sabem como é a nossa querida internet, a polêmica não parou por aí, pois os jogadores começaram a notar outras coisas, vide por exemplo esta thread que deixarei aqui para quem quiser verificar (inclusive algumas imagens e pontos levantados vieram dela):

Uma coisa que não passou despercebida foi o final do Blanka, onde temos claramente algo que faz referência a esse mesmo sol presente no cenário de Honda, mas que não modificaram.

Ele continua abraçando a sua mãe, enquanto que os raios continuam reluzentes atrás deles. Lembrando que o final de Blanka no Ultra SF II é o mesmo da HD Remix, ou seja, apesar de em determinada parte se ter um efeito que faz referência ao visto no final clássico, suas cores e efeitos o distanciam do sol nascente.

Os estágios clássicos e a versão da coletânea. Sim, a internet ficou de zoeira justamente neste momento do Spinning Bird Kick.

Outras "pequenas censuras" como as caixas de Coca-Cola do cenário da Chun-Li que estavam presentes nas versões clássicas (o cenário da versão HD Remix foi levemente modificado nesta loja em questão), foram apagadas, assim como ocorre em Ultra SF II.

Mas, talvez outro ponto delicado que está fazendo muitos se questionarem é em relação a URSS e a Hong Kong.

É, eu não queria, mas é preciso.

Sim amiguinhos, agora vai ser inevitável eu comentar certas coisas aqui, que eu sei que alguns não irão gostar, seja por motivo de estar saturado, motivo ideológico, ou qualquer outro.

O cenário de Zangief no jogo Super Street Fighter II Turbo HD Remix, as duas versões do Ultra Street Fighter II e a versão presente na coletânea. 

Como disse, é compreensível o fato de retirarem o sol do cenário do Honda devido ao contexto, se formos parar pra pensar devido a tudo o que aconteceu. Porém, seguindo a mesma lógica de sensibilidade, não era então para a Capcom ter removido a bandeira da URSS como ela fez no Ultra Street Fighter II, onde não apenas o país de Zangief já se encontra como Rússia, como também o símbolo do comunismo presente em seu cenário foi apagado, inclusive da versão HD do mesmo?

Memorial do Holodomor em Kiev.

Gostando ou não a antiga União Soviética, assim como outros regimes comunistas (eu sei a diferença entre comunismo e socialismo, estou apenas utilizando a denominação comunista aqui por ser a mais comum a se referir a esses regimes), mataram muita gente (apesar dos números variarem chegam a casa dos milhões) e ainda hoje existem pessoas que negam alguns fatos ocorridos (uma parte por motivos puramente ideológicos). Um deles é o do Holodomor, a grande fome que o regime de Stalin impôs ao povo ucraniano e que foi negado pelos soviéticos até meados da década de 80. Fora ainda o que a URSS fez até com russos, vide o depoimento que a saudosa Elke Maravilha deu no Programa Encontro, onde ela conta que seu pai foi para um Gulag como prisioneiro político e que, nas palavras dela: "Três Hitlers não davam a maldade de um Stalin"

Inclusive em alguns países do leste europeu, incluindo a própria Ucrânia, equiparam os símbolos do comunismo ao nazismo, os proibindo, devido a tudo que passaram (não, não é apenas por conta de uma extrema-direita, como já vi alguns afirmarem). 

Se formos de fato buscar uma coerência, que a Capcom tivesse então mantido a censura feira no Ultra Street Fighter II, seja com a mudança do país ou o apagamento da foice e do martelo visto que sim, em alguns lugares tal símbolo não é bem visto.

O que me faz lembrar se por um acaso, a Capcom também não trocou a bandeira da Espanha franquista que foi utilizada no jogo até a chegada de Super Street Fighter II? Afinal, a ditadura de Franco também foi responsável por mortes e perseguições, mesmo que os números não sejam tão elevados se comparados ao da antiga URSS. Bem, assim que descobrir, irei atualizar esse trecho.

Só para terminar essa questão, não é porque a URSS se saiu vencedora na Segunda Guerra, ou que a mesma não foi iniciada por ela (e devemos lembrar ainda do pacto de não agressão feito por Stalin e Hitler no início), que devemos fazer pouco caso desses questionamentos, afinal para uma quantidade considerável de pessoas, a lembrança do que foi viver sob um regime comunista, lhe remete a medo, terror e perda de entes queridos.

E falando em bandeiras, chegamos agora no último ponto sensível, envolvendo Hong Kong.

Hong Kong foi colônia do Império Britânico desde a derrota da China na Primeira Guerra do Ópio (1839-1842) sendo devolvido a China em 1997. Chegou ainda a passar pelo domínio japonês na Guerra do Pacífico, sendo devolvida aos britânicos depois. Devido ao domínio britânico, Hong Kong, possuía tanto uma economia voltada ao capitalismo (ok, sabemos que há algumas controvérsias quanto ao modelo chinês de economia, mas eu não irei falar disso aqui), quanto também uma liberdade maior de seus habitantes. Afinal, a China não é um país com regime democrático, o Partido Comunista Chinês controla tudo, suprime liberdades e ainda promove perseguições a minorias, como é o caso dos uigures, uma minoria muçulmana que está a séculos em uma determinada região que está sendo reprimida e mandada para campos de concentração. Sem falar que a mesma ainda reescreve a sua própria história com falácias, seja negando a natureza desses campos contra os uigures, ou afirmando que o Massacre da Praça da Paz Celestial nunca existiu, censurando de todas as formas possíveis os mecanismos de busca em seu país, sobre o fato. E só lembrando que negar ou distorcer fatos históricos não é apenas "coisa de comunista" não...

Devido a isso, quando houve a entrega de Hong Kong, um dos principais temores da população era se a China cumpriria o trato de deixar a região com uma administração autônoma, sem impor o seu regime a população. Tal trato, aparentemente estava sendo cumprido, mas como bem vimos nos protestos que assolaram Hong Kong em 2019 e também em 2020 apesar da pandemia, não era bem assim, sendo o grande pivô, o projeto de lei de extradição, que mudaria o sistema jurídico da ilha e faria com que o avião fosse extraditado para a China continental para ser julgado. E claro, devo lembrar que tais protestos foram severamente reprimidos pelo governo. Sem contar nessa denúncia de golpe contra a pluralidade política, com a destituição de quatro políticos pró-democracia pelo governo atual de Hong Kong.

Essa situação toda vez surgir ainda um sentimento separatista na ilha, pois devido a toda questão histórica, somada as atitudes do governo chinês, alguns cidadãos não se consideram chineses e sim simplesmente honcongueses.

Particularmente, eu me simpatizo com a causa deles, até porque sou contra ditaduras, sejam elas de qual ideologia forem, por mais que eu consiga apontar algum avanço em determinadas questões, como por exemplo o avanço tecnológico da antiga URSS. Então, caro leitor, nada de insinuar que bato palma para a ditadura militar brasileira, por conta das críticas a ditaduras que, ideologicamente, seriam de esquerda.

Então, tendo em mente esses fatos, vocês conseguirão entender a revolta de alguns jogadores com a Capcom, trocar a bandeira de Hong Kong na Super Turbo presente na coletânea pela bandeira da China, incluindo pessoas da comunidade de jogos de luta de Hong Kong.

Essa troca foi feita no Ultra Street Fighter II, mas passou desapercebido, aparentemente. Só que com uma diferença: o USF II é um jogo novo, uma nova versão de um jogo antigo, o que poderia servir de desculpa, se não fosse o fato de que a versão HD Remix usa a bandeira... Do período britânico!

Aliás, como está sendo lembrado por todo mundo que toca nesse assunto, a versão Hyper manteve a bandeira de Hong Kong em vez de colocar a da China, só trocando a do período britânico pela atual.

Isso está levando a uma série de questionamentos, inclusive que essas mudanças feitas não foram feitas por conta de "sensibilidade" e sim para o governo chinês não cometer algum tipo de censura contra o jogo. Até porque sejamos sinceros, essa troca de bandeira foi um ato insensível com o povo de Hong Kong, ainda mais depois de tudo. E sejamos francos, nesse momento nenhuma empresa de jogos seria doida de querer peitar o Partido Comunista Chinês, se não tiver cacife o bastante para isso.

A ironia nessa situação toda é que a Capcom evita certos tipos de polêmica. Não tivemos um Balrog/Vega cruzado para evitar atingir a religião cristã dos jogadores estrangeiros. Também não tivemos o que parecia ser o deus Ganesha como lutador (apesar de não se ter uma explicação é fácil imaginar o porquê, vide a polêmica que aconteceu com Dragon Ball Super na Índia). A música do cenário Temple Hideout foi modificada, pois a original parecia conter uma oração muçulmana. A personagem Kolin era visivelmente uma comunista que lutava pelo ideal, mas em nenhum momento há menções do nome comunismo e dos símbolos do mesmo. Para agora, ela ter conseguido uma polêmica que não estava em seus planos.

Fazer o quê, né?

Irei ficando por aqui. Eu espero que, caso tenha lido até o final, que tenha entendido toda as questões envolvidas e até os motivos seja de quem é a favor do que houve no cenário do Honda, como também de quem é contra. Até porque nem tudo é mimimi e nem coisa de boomer chato que reclama por tudo.

Caso queira comentar, fique a vontade, só se lembre do recado que dei no início.

Então, até a próxima, que com certeza (ou assim eu espero), será com um artigo mais leve que esse. See ya!!!

07 fevereiro 2021

E hoje o céu ganhou uma estrela

Gostaria de estar escrevendo o artigo sobre os 30 anos de SF II, mas ficará pra depois. Hoje o post será pessoal mesmo, aproveitando que estava escrevendo alguns artigos para distrair. 

Hoje minha avó materna faleceu, dona Sebastiana, Tiana para os amigos. Não era só a minha avó. Era minha segunda mãe que sempre esteve do meu lado.

Ela era uma senhora linda, inteligente (isso porque não tinha tanto estudo, mas daria de 10 a 0 em muita gente que vomita seus diplomas), meiga, carinhosa. Teve uma infância pobre, sofreu muita coisa ruim ainda criança, saiu da Bahia ainda jovem, para tentar a vida no Rio de Janeiro.

Chegou a conhecer o meu avô paterno quando jovem, e ele quis até namorá-la. Mas ela se casou com um rapaz, que quando a viu pela primeira vez afirmou que casaria com ela (o que a deixou meio assustada, pois nunca o tinha visto), seu Sebastião. É os dois combinavam no nome.

Engraçado que ela me contou que, ainda na Bahia, uma vez, após uns colegas a ficarem zoando, ela disse que seria uma Magalhães. Alguns aqui devem saber que, Magalhães é um nome poderoso lá. O povo riu. E quando ela noivou com Sebastião, fez questão de levar uma cópia do documento dele para essas pessoas. Ele era um Magalhães.

Minha vó conseguiu as coisas dela com muito esforço. Saiu da pobreza que vivia. Não tinha muito, mas era o bastante. Criou quatro filhos e meu avô, que foi o grande amor dela, conforme ela tinha me dito, se foi primeiro.

Ela ficou aqui, minha mãe sempre do lado dela.

Ela me ajudou na minha criação, cheguei a morar com ela quando criança. E quando saí da casa da minha mãe, morei com ela novamente, um sonho antigo, até me casar.

Minha avó sempre foi um exemplo pra mim pra muita coisa. Ela, do lado de minha mãe, tia e da minha falecida sogra, é uma das mulheres que admiro, devido a sua força.

Agora minha avó foi se encontrar com meu avô e seu bisneto Leonardo, meu primeiro filho falecido. Foi dar um oi pro meu avô paterno, pra minha sogra, uma das minhas tias e meu pai.

Que Deus te receba aí em cima. 

Te amo muito vó. Obrigada por tudo.

 

02 fevereiro 2021

E como fica a cronologia? 9ª parte - Captain Commando

Nihao! Como estão vocês?

Hoje o artigo vai explodir um pouco nossas cabeças. Tanto que, originalmente, eu iria publicar primeiro o artigo de Final Fight para assim, publicar este sobre Captain Commando. Mas até devido a uns debates que tive, achei melhor publicar esse na frente.

"Mas tia Bia, como assim explodir cabeças? Por quê?" 

Bem, sabe de algo que era estabelecido, mas que, do nada é mudado? Então, esse é o caso de Captain Commando. Então, senta que lá vem história.

Criação

Antes de começar a falar do jogo em si, é necessário lembrar que o personagem já tinha dado as caras ainda nos anos 80, em manuais de jogos para o NES na América do Norte. O mascote da empresa não foi criação da Capcom japonesa e sim da Capcom USA, como um personagem publicitário. As três primeiras letras das palavras do seu nome formam a palavra CAPCOM. 

Nesse momento, ele possuiu duas versões.

A primeira, que foi entre 1986 e 1988, onde vemos um senhor, que é um herói espacial, com duas armas laser e um par de medalhões no pescoço, com a letra C e um traje azul com detalhes em vermelho e dourado. Esse Captain Commando foi utilizado nos jogos, como parte da série "Captain Commando Challenge Series", 1942 , Comando , Ghosts 'n Goblins , Mega Man , Trojan , Section Z e Gun.Smoke, aparecendo seja na parte de trás da embalagem quanto no manual de instruções, parabenizando o dono do jogo por adquirir um produto da Capcom. E no manual de "Section Z", é dito que o personagem do jogador sem nome seria o próprio Captain Commando.

Curiosamente, no manual de Mega Man, a imagem que vimos do nosso Captain é diferente. Em vez de estar com suas armas, ele aparece de corpo inteiro, segurando uma bandeira da Capcom USA.

A segunda versão apareceria em 1989, dessa vez nas embalagens dos jogos Strider, Mega Man 2, Willow e DuckTales. Dessa vez temos um Captain mais jovem, com um traje de piloto, capacete , na frente de um caça a jato e junto de um macaquinho alienígena.

Como podemos observar acima, essa imagem ainda vinha com uma mensagem dizendo para o leitor o procurar para saber mais de todos os jogos de ação da Capcom e, um pouco mais abaixo, com a sua assinatura.   

O Captain Commando atual só foi surgir em 1991 nas mãos do lendário Akiman, o criador da Chun-Li. E o motivo para ele ter mudado o personagem completamente no jogo de arcade, foi porque simplesmente ele não tinha gostado dos visuais anteriores. Simples assim!

 

O jogo  

Este é o ano de 2026. O mundo está cheio de crime, O Captain Commando e seus três fiéis companheiros do Commando se levantam para apagar esse crime do Planeta Terra e da Galáxia. Mas os criminosos futuristas que eles têm que lutar são dotados de um poder maligno, secreto e oculto. Muitos deles são Super Criminosos, com habilidades além das dos mortais comuns. O líder de todos os Super Criminosos é Genocide (na versão internacional chamado de Scumocide).

E adivinhem em que cidade esses criminosos resolveram aprontar? Sim, a velha Metro City. E dessa vez sem Mike Haggar para socar criminosos! Só que, assim como essa cidade tem ímã para criminosos, ela é também um chamariz para heróis! E tudo isso no ano "distante" de 2026...

Vamos conhecer esses novos heróis:

  • Captain Commando - O nosso herói, loiro e de óculos escuros! Possui corpo e mente fortes, além de uma série de aparatos tecnológicos que o auxiliam em sua luta contra o mal. É o líder do "Commando Team";
  • Jennety/Mack The Knife - Também conhecido como Mummy Commando. Ele é um alienígena que se assemelha demais a uma múmia. Possui um temperamento frio, calmo e controlado. Seu nome japonês, Jennety, é derivado da palavra "genetic" (genético), enquanto que seu nome nos EUA, Mack vem de uma canção de Bobby Darin, que se tornou popular nos anos 1950;
  • Sho/Ginzu The Ninja - O Ninja Commando, que é o sucessor do Bushinryu, o mesmo estilo de Guy, Maki, Genryusai e Zeku. Possui uma espada afiadíssima que corta seus inimigos em dois. O seu nome no Japão, Sho vem de Sho Kosugi , um ator japonês que é conhecido por interpretar diversos ninjas em vários filmes na década de 1980. Já o nome ocidental vem das famosas Facas Ginsu (algum tio aí lembra do 011-1406?);
  • Hoover/Baby Head - O Baby Commando. Não se engane pelo tamanho e aparência fofa, é um bebê superinteligente e que luta num robô de sua autoria.
E os vilões também, lógico, começando pelos inimigos comuns:


  • Wooky - Um cara de traje verde com detalhes em amarelo que as vezes, vem montado num robô;
  • Eddy - Usa um traje igual ao de O mesmo que Wooky, só que das cores roxa e amarelo e com ataques aprimorados;
  • Dick - Outro que usa um traje idêntico ao de Wooky, só que azul e amarelo e com um boné. Na versão de Super Nintendo ele não aparece;
  • Carol e Brenda - As inimigas sensuais de pouca roupa que atacam usando a eletricidade. Enquanto Carol tem o cabelo rosa e Brenda é loira;
  • Skip e Sonie - Os bandidos que usam facas. Enquanto Skip usa uma jaqueta amarela, Sonie usa uma vermelha.
  • Marbin - Um homem pequeno e careca que cospe fogo;
  • Samson e Organo - Os fortões com baixa inteligência. Samson tem trajes azuis enquanto Organo usa roupas vermelhas;
  • Mardia - Uma mulher musculosa de cabelos vermelhos. Ela te ataca praticamente vomitando em cima de você uma gosma verde;
  • Kojiro - Um dos ninjas inimigos que aparece no jogo. Seu traje é de cor vermelha e ataca usando socos e chutes. O nome do personagem, é baseado em Kojirō Sasaki, um dos samurais mais habilidosos de sua época;
  • Sasuke - Outro ninja, dessa vez, com traje verde. Ele ataca usando uma espada e seu nome é baseado em Sasuke Sarutobi, um famoso ninja do folclore japonês;
  • Hanzo - O ninja de roupa azul. Ele ataca com shurikens e seu nome vem de Hanzō Hattori, um famoso ninja e chefe de um clã da região de Iga;
  • Musashi - Um grande samurai que luta com sua espada. Seu nome vem de Musashi Miyamoto, o famoso espadachim do clã Tokugawa.
  • Z - Um inimigo que parece um alien (sim o do filme mesmo) prateado. Ele ataca usando suas longas garras.
E os chefões de cada fase:


  • Dolg - Um cara grande que me faz lembrar o Cable com olhos pintados. É o chefe da primeira fase, que estava a roubar um banco. Uma outra versão do personagem aparece antes da luta contra Genocide/Scumocide;
  • Shturm Jr. - O chefão da segunda fase, que é o museu, que parece ser um mutante animalesco, como o nosso querido Blanka, só que de pele laranja, com detalhes verdes e cabelo verde. É chamado de Shtrom Jr. no jogo;
  • Yamato - O chefe da Ninja House, que possui rivalidade com Ginzu e luta com vários ninjas ao seu lado;
  • Monster - O chefe do estágio do circo. Ele é um homem que foi transformado num monstro grandalhão pelo Dr. T.W.
  • Dr. T. W. - O cientista louco e chefe da quinta fase, que tenta escapar numa pequena lancha, após a derrota de Monster;
  • Druk e Shturm - Os chefões do estágio 6, que se situa num aquário. Druk é similar a Shturm Jr., mas com pele rosada e cabelo amarelo. Enquanto que Shturm (que há suspeitas de ser pai do Shturm Jr.) possui pele azul e cabelo vermelho. É chamado de Shtrom no jogo;
  • Blood - O chefe do estágio 7, que é uma base subterrânea. Um homem corpulento e sem camisa, cujos os braços parecem que foram costurados em seu corpo;
  • Doppel - O chefe do estágio d nave espacial. Um homem gordo com roupa verde que imita a imita a aparência e os movimentos do personagem do jogador. O seu nome é derivado da palavra  "doppelgänger".
  • Scumocide (Genocide no Japão) - O grande vilão de pouca roupa do jogo e chefe final, com a batalha ocorrendo no planeta Callisto. Scumocide é o líder dos Super Criminosos. Ele ataca usando poderes combinados de fogo e gelo.

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No fim, nosso herói e seu grupo consegue salvar o mundo da terrível ameaça de Genocide/Scumocide e todo mundo fica feliz pra sempre!

Devido as referências a Final Fight, como o fato de se passar em Metro City e Sho/Ginzu ser um lutador bushinryu, era assumido que Captain Commando se passava em algum ponto no futuro do universo de Street Fighter.

E, com isso, indo pela nossa cronologia, Captain Commando seria o último jogo da lista, se passando depois dos acontecimentos de Street Fighter III (que ocorreria ainda nos anos 90). 

  • Street Fighter;
  • Final Fight (que aconteceria durante o SF 1);
  • Street Fighter Zero / Alpha;
  • Street Fighter Zero / Alpha 3;
  • Final Fight 2 (que pode ter ocorrido durante e ter terminado a tempo de Maki participar dos eventos de SF Zero 3, ou um pouco antes);
  • Rival Schools (seus eventos podem ter ocorrido antes, ignorando o fato de que se passaria nos anos 90 conforme era originalmente, durante ou depois de SF II);
  • Street Fighter II (incluindo as Supers);
  • Final Fight 3 (depois de SF II, ao meu ver, ele pode ser encaixado na mesma época do SF II);
  • Street Fighter IV;
  • Street Fighter V;
  • Street Fighter III;
  • SF III – 3rd Strike;
  • Captain Commando.

Bem, isso até a Capcom revelar que Zeku é o Strider original e publicar o perfil dos ninjas do clã de Ibuki.


Ainda canônico?

Como dito, era assumido que este era o futuro do universo da série Street Fighter, sendo o último jogo que fazia parte dele. Isso ao menos até SF V, quando descobrimos a canonicidade de Strider, que aconteceria depois de Captain Commando. Tanto que essa informação consta desde no antigo Plot Guide, como em diversos sites, vídeos de youtubers e até mesmo no Essencial Street Fighter, onde eu participei junto com o pessoal do Streetfighter.com.br com conteúdo e revisão.

Mas vocês lembram que eu costumo a dizer que a Capcom é a nossa querida empresa troll, não é? 

No perfil do personagem Yuta Homura, disponível na enciclopédia de personagens do Shadaloo Combat Research Institute, temos uma revelação um tanto curiosa.

Seu nome é lido como “Yūta Homura” Ele é afiliado a mesmo aldeia ninja de Ibuki.

Nome: Yūta Homura
Altura: 167 cm
Peso: 63 kg
Tipo sanguíneo: A
Nascimento: 16 de junho
País de origem: Japão
Coisas que gosta: Treinar, mantou (pão chinês cozido no vapor)¹
Não gosta: Centopeias

Um ninja afiliado à aldeia shinobi. Ele é um jovem apaixonado que é inspirado a abrir sua própria loja². Ele treina ao lado de Ibuki e Sarai Kurosawa. Seu taijutsu é ótimo, mas seu ninjutsu é terrivelmente fraco. Ele também é talentoso em jogos beat'em up. Aparentemente, é muito fácil para ele terminar um jogo inteiro com Jennety (Mack The Knife) usando uma ficha.

¹ Na ficha da versão em inglês, no lugar de mantou, consta manju, um doce típico da culinária japonesa, geralmente recheado de feijão azuki.
² Na versão em inglês consta a informação: "Esse cara de sangue quente e emocional é um ninja da Clareira dos Ninjas."

Sim, vocês leram bem, ao que tudo indica, Captain Commando é UM JOGO dentro do universo de Street Fighter!!! 😱 E esta informação consta tanto na ficha japonesa (que é a que foi usada na tradução) do personagem, como na ficha da versão em inglês do site!

Com isso, Captain Commando está oficialmente fora da nossa cronologia, a não ser que a Capcom resolva colocar o jogo novamente e aproveitar para explicar que aquilo era apenas um easter egg, ou que sei lá, as ideias para trajes e nicks do Commando, vieram de um jogo antigo. Ou então, alguém perguntar diretamente ao Nakayama (como fizeram com Rival Schools) se aquilo foi apenas um easter egg ou se está fora mesmo (se alguém aí fizer, pode me mandar o link, terei o prazer de atualizar aqui).

É, eu até imagino como você, meu querido leitor, deve estar se sentindo... Eu fiquei surpresa quando descobri a informação. E chateada porque não deu para colocar no Essencial, pois só vim saber disso DEPOIS do livro ter sido lançado. 😕

Sinceramente, eu ainda tenho uma ponta de esperança de que, na verdade, o exemplo dado por Nakayama seja apenas um easter egg mesmo e não uma confirmação de que o jogo está fora da cronologia, como ficou entendido ali.

Com isso, nossa cronologia fica assim:

  • Street Fighter;
  • Final Fight (que aconteceria durante o SF 1);
  • Street Fighter Zero / Alpha;
  • Street Fighter Zero / Alpha 3;
  • Final Fight 2 (que pode ter ocorrido durante e ter terminado a tempo de Maki participar dos eventos de SF Zero 3, ou um pouco antes);
  • Rival Schools (seus eventos podem ter ocorrido antes, ignorando o fato de que se passaria nos anos 90 conforme era originalmente, durante ou depois de SF II);
  • Street Fighter II (incluindo as Supers);
  • Final Fight 3 (depois de SF II, ao meu ver, ele pode ser encaixado na mesma época do SF II);
  • Street Fighter IV;
  • Street Fighter V;
  • Street Fighter III;
  • SF III – 3rd Strike;
  • Captain Commando (eliminado até segunda ordem); 
  • Strider (assistir modo história de Zeku para entender melhor, futuramente, escreverei sobre).


Curiosidades:

  • No artbook Capcom Illustrations - Gamest Mook 17, há uma ilustração revelando o rosto de Sho/Ginzu;

  • Nesse mesmo artbook, existe páginas de um mangá, com balões vazios, desenhado por Akiman. Infelizmente, não há mais informações a respeito. O mangá, você pode conferir aqui;

  • Assim como ocorreu com Poison e Roxy, Carol e Brenda sofreram uma censura no port de Super Nintendo. Porém, diferente das beldades de Final Fight que foram substituídas por versões masculinas suas, Carol e Brenda tiveram modificações apenas em seus trajes, os deixando mais "comportados".

  • No mangá de Captain Commando (que, aparentemente não conta para o jogo, já que não encontrei nada que dissesse o contrário) temos a revelação sobre quem é Captain Commando: Mars Carlisle, o CEO da Star Electronics;

  • Outro personagem, que no mangá, descobrimos mais sobre sua identidade é Hoover/Baby Head: Hoover J. Estefan, um cientista, adulto, que se viu forçado, para não morrer, a transferir sua mente para um corpo infantil artificial aprimorado após um ataque de Genocide/Scumocide. Baby Head virou um codinome na tradução em inglês do mangá;

Ilustração de Adventure Quiz Capcom World 2

  • Os personagens de Captain Commando fizeram diversas aparições durante os anos, que inclui jogos como a série Marvel vs Capcom, Adventure Quiz Capcom World 2, Namco vs Capcom e Project X Zone 2. Fora ainda os cameos, como o famoso cenário de Ken de Street Fighter Zero 2 onde Captain Commando e outros personagens da Capcom aparecem;


  • Chuck Greene em Dead Rising 3 e Frank West em Dead Rising 4, ganharam trajes de Captain Commando. O mesmo ocorre com Charlie Nash em Street Fighter V;

O nome completo de Sho/Ginzu, no mangá de Captain Commando é Ginzu Takegami (Sho Takegami (武神翔 Takegami Shō, na versão japonesa);

  • Genocide, ou Genocídio em português, significa:

    1.extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso."
    o g. de judeus na Segunda Guerra Mundial"

    2.POR EXTENSÃO destruição de populações ou povos.
    "uma guerra nuclear resultaria num verdadeiro g."

    3.aniquilamento de grupos humanos, o qual, sem chegar ao assassínio em massa, inclui outras formas de extermínio, como a prevenção de nascimentos, o sequestro sistemático de crianças dentro de um determinado grupo étnico, a submissão a condições insuportáveis de vida etc.
    Mesmo eu não conseguindo encontrar uma explicação oficial para a troca de nomes, acho que podemos imaginar o porquê da Capcom ter feito isso. Já Scumocide é um neologismo com a palavra Scum, escória em inglês com o sufixo "cide" (cídio) que vem do Latim caedere, que significa “matar", "imolar" ou "derrubar”. 


Bem, vou ficando por aqui. Espero que tenham gostado do artigo! Lembre-se de conferir os demais artigos desta série sobre a cronologia. Até a próxima!!!

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