13 janeiro 2018

O fórum SKR irá continuar!


Essa semana, postei a triste notícia que o fórum SKR (um dos mais antigos da área), iria finalmente ter o seu fim.

O mais triste disso tudo é que, sabendo cavucar, o usuário encontraria muita informação bacana e alguns materiais raros, como mostrado nas imagens abaixo.

Duas páginas sobre Ryu e seu cenário do livro "All About Street Fighter Zero 3"

Página sobre Ryu e Evil Ryu do "Street Fighter V Pia Encyclopedia - Characters Chapter"
Porém, eis que uma luz apareceu no fim do túnel e o fórum VAI continuar! estão planejando uma migração para o Discourse e estão sondando se é possível fazer um Patreon para ajudar a manter o fórum vivo. A notícia completa, você pode conferir aqui. E além disso um dos usuários fez um fórum alternativo para quem quiser usar.

E aqui vai uma nota ao usuário abençoado e filho lindo de Deus @StvenJH que fez o favor de colocar TODAS AS PÁGINAS DESSE MARAVILHOSO TÓPICO GIGANTE CHEIO DE INFORMAÇÕES SOBRE SF no archive.org. Meu querido, tu garantiu a sua vaga no céu!! =D

09 janeiro 2018

O fim do Fórum Shoryuken


Ontem, o Portal Shoryuken anunciou uma notícia triste, que marca o fim de uma era: O FIM DO SEU FAMOSO FÓRUM.

Essa notícia além de me pegar de surpresa, me fez sentir uma certa "dor". Querendo ou não, no meio das discussões ali tinha MUITO MATERIAL BACANA, para quem curte pesquisar alguma curiosidade sobre o seu jogo favorito. Aliás, eu destaco o material presente sobre SF, desde o plot guide, até membros que possuem acesso a algum material japonês antigo ou atual, publicando scans e traduções, mostrando diferenças e curiosidades entre os materiais e ports.

O fórum será fechado no final desse mês, possibilitando os membros de migrarem para outro lugar e salvar algo do conteúdo (coisa que estou fazendo com algumas informações mais relevantes).

A notícia completa, você poderá conferir aqui.

E não me perguntem como ficará o trabalho do plot guide. Infelizmente não sei dizer, ao menos por enquanto.

03 janeiro 2018

Laura e Anitta: Vamos olhar para dentro de si e sermos coerentes


Nihao pessoas. É a primeira postagem do ano vai ser de papo-cabeça. Como estou sem nenhuma paciência, irei direto ao que interessa.


Depois de um certo tempo, volto a ver novamente problematizações envolvendo a personagem Laura. Quem está chegando de paraquedas no meu blog agora, deixo claro que, na época da divulgação da personagem Laura Matsuda, eu fui uma das poucas pessoas que defendeu a personagem, no Fighters e nesse artigo daqui do meu blog.

E como esse é um assunto que volta e meia aparece, creio que nunca é demais eu reafirmar o meu ponto de vista.


Quero deixar BEM claro aqui que eu assumo que há exageros e que eu deixei de comprar produtos por isso. PORÉM, eu não luto para que personagens como a Laura, a Mai Shiranui, a Angel, a Morrigan deixem de existir. Porque a sexualidade, o erotismo, a, perdoem-me pelo termo, a putaria pura e simples, existem desde os primórdios da humanidade. O sexo é algo que está em nós, não importando se você considera tal coisa como sublime ou como sujo. Ele está lá. E excetuando algumas pessoas, a libido faz parte da gente e terminamos, seja consciente ou não, liberando isso, esses "hormônios em fúria", de várias formas.


Seria hipocrisia da minha parte querer proibir, limar isso, quando eu mesma deixo claro a minha paixão pelo personagem Ryu (que é bem antiga, desde os meus tempos de criança) e pelo novato Ed, sendo eles meus "musos", assim como muitos rapazes tem as suas musas, seus objetos de desejo e etc. Justamente por eu ter tido a coragem de me olhar no espelho e de encarar uma realidade, que eu não luto para que essas personagens serem limadas. Eu LUTO SIM, para que se haja UM EQUILÍBRIO, que se tenha fanservice para todos. Eu não quero "matar" a Morrigan, eu quero é que mais "Alex bombeiro" apareçam.


Eu quero algo realmente diversificado e não vou me esconder atrás da palavra diversidade, para na verdade bancar uma "neo-puritana hipócrita", onde eu exijo que tal coisa seja extinta de um lado, mas não me importando nenhum pouco se a mesma coisa ocorre no outro.

Tanto que, quando vejo, imagens como essa abaixo, eu fico realmente pensando se que quem a fez concorda realmente com o ilustrado ou tentou forçar a barra, se esquecendo de um certo ponto crucial:


A sensualidade do sexo masculino e feminino são DISTINTAS! Eu não irei negar que possa existir alguma similaridade, mas se ela queria fazer realmente uma "troca equivalente", que trabalhasse a sexualidade masculina, para assim começar um debate de maneira mais honesta (e não entrarei no mérito se ela diz não a sexualização feminina e dá de ombros para a masculina).

Porque sendo bem sincera, falando exclusivamente por mim, eu como uma mulher hétero, não acho sexy um homem arregaçando a bunda para mim, como no desenho, e sim algo que mostre alguma virilidade, força. Até porque, quando eu desenho algum personagem masculino que curto de maneira sensual, não faço um copy + paste de poses femininas e sim, procuro o desenhar da maneira que eu considero sexy.

Nessa questão, eu cito o exemplo da desenhista Aenaluck, quando esta representa os seus personagens masculinos. Ela não fica desenhando eles em poses femininas, ela simplesmente SABE TRABALHAR a sensualidade masculina (ou seja, meninos e meninas, aprendam com ela). Tanto que é impossível eu não babar mesmos nos trabalhos yaoi dela.


Um outro exemplo é a japonesa P.Labo (que infelizmente sumiu), que tinha como muso o personagem Vega/Bison. Eu nunca vi esse personagem com outros olhos (diferente do Ryu e do Ed), até conhecer os desenhos dela.


Eu assumo que quando olhei para os Lordes Vegas/Bisons dela, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi "me transforma em Doll". Ela soube trabalhar de uma maneira maravilhosa e extrema a sensualidade dele, sem necessariamente o deixando nu e muito menos fazendo copy + paste de poses da Cammy (pois quem conhece a história de SF sabe que a personagem é um dos corpos extras dele).

E é por justamente curtir trabalhos como esses, que continuo querendo um equilíbrio. Pois até conseguiram me fazer "estremecer" pelo Vega/Bison, justamente por saberem trabalhar e saber sexualizar um personagem masculino que eu, como fã de SF, nunca tinha sequer pensando em tal coisa.

Porém, o que acho mais engraçado dessa tentativa de ressuscitar a polêmica da Laura, é justamente no período que estamos: quando Anitta divulgou para o mundo o seu clipe "Vai Malandra":


Vamos ser sinceros. Uma música, ainda mais de uma cantora (independendo de você gosta dela ou não) que está sendo reconhecida internacionalmente, tem muito mais alcance com o público do que um jogo de videogame, por mais que a série possa ser famosa.

E o que vemos no clipe da Anitta? Bundas e mulheres em trajes mínimos. E por mais que argumentem quanto a diversidade de corpos, tipos e celulites, não deixa de ser uma exposição do corpo feminino do mesmo nível dos comerciais de cerveja que eu via esse pessoal apontando o dedo como algo inadmissível.


Reclamaram na época da Laura que ela vendia uma imagem errada do Brasil, seja com o seu cenário (por ser o Rio e mostrando uma favela), assim como uma imagem errada da mulher brasileira, como se todas fossem estilo periguetes, fáceis, por mais que o jogo deixasse claro que Laura não é uma mulher do tipo (só há um ÚNICO personagem masculino que fez o coração dela estremecer ali, o Zeku), e principalmente, a objetificação da mulher negra. Aliás, quanto a esse último ponto, digo que ela é parda, mestiça com sangue japonês ainda. E se você não acredita que pardos existem, duas coisas: você está copiando uma classificação racista, repetindo a lógica do racismo científico e eu que escrevo isso, já que não existo, sou a Rainbow Dash e fico fazendo "Sonic Rainboons" por aí.
   
E no clipe da Anitta, bem... Vemos a MESMA COISA QUE ESSE POVO RECLAMOU DA LAURA, MAS FICA APLAUDINDO NO CLIPE, POIS FOI UM "LACRE". Claro, há exceções. Existem aquelas que continuam com o mesmo discurso de objetificação, mesmo no caso da Anitta. Ao menos, nessas, consigo ver um pouco de coerência (o que não quer dizer que eu concorde com a opinião).


Podem até dizer que a Anitta, como pessoa, tem o direito de escolher como vender o seu produto, mesmo que para isso, use de uma imagem sensual da mulher carioca, não apenas da própria, como também de outras, o que não valeria para a Laura, pois a mesma é um personagem, não tendo essa escolha.

Porém, aí entramos numa questão interessante. Então, seria correto, usando a mesma linguagem desse pessoal, uma mulher vender uma imagem objetificada do seu corpo, mas seria errado um artista, ou alguma outra pessoa, representar em um personagem essa mesma objetificação? Seria correto mulheres usarem trajes do tipo e se expor desta forma na rua, mas seria muito errado alguém desenhar uma personagem usando esses mesmo trajes? Então é errado qualquer pessoa fazer uma representação disso, por mais que nós mesmos alimentamos esse tipo de representação e vendamos esse tipo de imagem (vide não apenas o clipe, como novelas e outros produtos)? Estão conseguindo compreender onde quero chegar?


Dizem que nós mulheres somos livres. Que devemos usar a roupa que queremos, que devemos vender a nossa imagem como acharmos melhor e passar por cima de preconceitos. Que devemos ser livres com a nossa sexualidade, como homens também o são. Que podemos ser santas ou putas e nos sentirmos bem com isso, mandando uma banana para a sociedade hipócrita. Porém essa opinião muda quando são confrontados com representações de todo esse discurso, quando a mídia vende uma imagem que só é considerada negativa quando lhe é conveniente.

Eu sinceramente, me pergunto, se esse pessoal quer realmente lutar pela nossa liberdade, ou se na verdade querem apenas repetir a mesma opressão que dizem, só que dessa vez, em cima da figura masculina.


Então, por favor, antes de querer novamente apontar o dedo para a Laura, vamos olhar para nós mesmos (e não é fácil, pode doer e MUITO). Vamos deixar cair a máscara da hipocrisia e assumir nossos desejos, sexualidade, fantasias e vontades. É bom fazer essa reflexão e ver se não nos tornamos o monstro que queremos combater. Pois no caso de Laura e Anitta deixaram bem claro a hipocrisia que impera entre aqueles que também se dizem de "boa vontade".

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